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terça-feira, 28 de setembro de 2010

2 em 1


Às vezes a vontade de escrever me falta, me falta muito. Isso é meio estranho, mas como eu falei, escrever expõe meu lado mais eu, mais meu. Só que no final das contas, me faz bem. Descubro coisas fantásticas e como eu posso evoluir e relaxar escrevendo.

Na verdade, eu não tenho tempo para isso, tenho mil coisas para fazer, só que eu não agüento essa rotina ordinária, essa obrigação feroz, esse dever necessariamente necessário para os outros, mas que para mim dói tanto. E eu choro, grito, penso, desespero. Exclusivamente nessa ordem, às vezes conto, às vezes não. Na maioria das vezes não, porque é muito escuro escutar o que ando pensando... Acho que ler, não é tão escuro assim.

É muito egoísmo viver com alguém e não deixar que saibam da sua vida, das suas dores, angustia, vontades e... E tudo que se passa na sua cabeça. Isso acontecia muito comigo. Só que na minoria das vezes que conto as minhas coisas, conto para quem vivo. Ter uma namorada-amiga-mãe é a melhor coisa do mundo.

Penso que se apoiar assim em alguém é feio, precisar de alguém é humilhante, é dependente. Porem é o meu jeito de amar, é o nosso jeito de amar. Egoísta assim, feio assim, preciso assim, único assim.

E esperar finais de semana para ser feliz de verdade passa a ser a melhor coisa da vida, e sonhar com um futuro ainda mais dependente é mais feliz ainda. Ao menos para mim, ao menos para alimentar meus sonhos.

Eu que dizia que não, que não vou mais sonhar com futuro junto, eu vou viver o presente, o agora, o já. Infelizmente, na verdade felizmente: eu sou uma romântica nata, uma precisa do amor, uma vida que precisa de outra para seguir.

E de novo, isso é feio, isso é ridículo.  Novamente, isso vale à pena.

*

Amores precisos são lindos, são profundos. Mesmo que não pareçam, mesmo que os outros vejam apenas brincadeiras e pensem que nós só combinamos por sermos crianças, brincalhonas, de sentimentos leves.

A verdade, é que ninguém imagina o meu quarto, com anéis em cima da cômoda, cômoda com meus livros, e três lençóis, um edredom, um travesseiro.

Inicialmente, uma briga pelo travesseiro,até ai, leve - como os outros pensam – mas depois disso, um toque intenso, um arrepio incontrolável, respirações anormais e por fim, uma troca de olhares, profunda.

Para selar, um beijo, um abraço, um “te amo”, uma vontade de parar o mundo e continuar ali. Para sempre.

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