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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Carta anônima - Caio Fernado Abreu


"Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. Parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. Durmo cedo, nunca quebra.
Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus. (A teus pés, lembro.). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma parada, alguma esquina. Nunca vejo você - seria, seriam? Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.
Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.
Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade, um beijo."

E não, eu não tinha texto melhor para hoje. E não, eu não tenho amor melhor que esse nosso.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

2 em 1


Às vezes a vontade de escrever me falta, me falta muito. Isso é meio estranho, mas como eu falei, escrever expõe meu lado mais eu, mais meu. Só que no final das contas, me faz bem. Descubro coisas fantásticas e como eu posso evoluir e relaxar escrevendo.

Na verdade, eu não tenho tempo para isso, tenho mil coisas para fazer, só que eu não agüento essa rotina ordinária, essa obrigação feroz, esse dever necessariamente necessário para os outros, mas que para mim dói tanto. E eu choro, grito, penso, desespero. Exclusivamente nessa ordem, às vezes conto, às vezes não. Na maioria das vezes não, porque é muito escuro escutar o que ando pensando... Acho que ler, não é tão escuro assim.

É muito egoísmo viver com alguém e não deixar que saibam da sua vida, das suas dores, angustia, vontades e... E tudo que se passa na sua cabeça. Isso acontecia muito comigo. Só que na minoria das vezes que conto as minhas coisas, conto para quem vivo. Ter uma namorada-amiga-mãe é a melhor coisa do mundo.

Penso que se apoiar assim em alguém é feio, precisar de alguém é humilhante, é dependente. Porem é o meu jeito de amar, é o nosso jeito de amar. Egoísta assim, feio assim, preciso assim, único assim.

E esperar finais de semana para ser feliz de verdade passa a ser a melhor coisa da vida, e sonhar com um futuro ainda mais dependente é mais feliz ainda. Ao menos para mim, ao menos para alimentar meus sonhos.

Eu que dizia que não, que não vou mais sonhar com futuro junto, eu vou viver o presente, o agora, o já. Infelizmente, na verdade felizmente: eu sou uma romântica nata, uma precisa do amor, uma vida que precisa de outra para seguir.

E de novo, isso é feio, isso é ridículo.  Novamente, isso vale à pena.

*

Amores precisos são lindos, são profundos. Mesmo que não pareçam, mesmo que os outros vejam apenas brincadeiras e pensem que nós só combinamos por sermos crianças, brincalhonas, de sentimentos leves.

A verdade, é que ninguém imagina o meu quarto, com anéis em cima da cômoda, cômoda com meus livros, e três lençóis, um edredom, um travesseiro.

Inicialmente, uma briga pelo travesseiro,até ai, leve - como os outros pensam – mas depois disso, um toque intenso, um arrepio incontrolável, respirações anormais e por fim, uma troca de olhares, profunda.

Para selar, um beijo, um abraço, um “te amo”, uma vontade de parar o mundo e continuar ali. Para sempre.

sábado, 25 de setembro de 2010

Curta I





 Sabe, no final das contas, descobrimos que a vida não passa de uma tragicomédia, onde o mocinho é o amor e o dia-a-dia é o vilão. E infelizmente, o vilão quase sempre ganha. Eu disse quase sempre! Porque nada como um sutiã novo e uma cueca velha para apimentar a relação.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ativas, continuem!

Ladies, boa noite!

Hoje estou bem mais feliz. Ajudou bastante escrever meu desabafo ontem aqui, mas... Decido que irei resolver meus problemas com mais precisão e menos drama. (Menos porque eu sou mulher e mulher não vive sem drama, lésbica então...)

Voltaremos a falar de sexo hoje, defendi a voz passiva e hoje vou falar o porquê da minha admiração com o papel das ativas.

Acho muito excitante, bonito, gostoso o que as ativas fazem. Porem, o que me deixa mais feliz em ser passiva é ver uma menina em cima de mim, é saber o esforço que ela faz, a delicadeza que ela tem, e que tudo aquilo é pra você, que ela não vai chegar ao orgasmo só te tocando, mesmo assim ela continua, ela cansa e... Não sei, é sem explicação.

Então, deixo aqui a minha admiração, e peço que elas continuem fazendo esse esforço magnífico.
As ativas: Continuem, as passivas: valorizem e retribuam (da forma que a sua parceira preferir), participativas: aproveitem!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Desculpa

 Eu passei a existir pouco, a existir em pequenos momentos (o blog é um destes), passei a existir apenas com quem confio. E nesses últimos dias, pessoas confiáveis ao meu lado estão ficando escassas; ou... Na verdade, são nessas horas e dias que descobrimos que tais portos seguros naufragam mais facilmente que navios.
No fundo, eu tenho a sorte de amar mulheres, mulheres ao contrário de outras, bem fiéis. E principalmente que respeitam o meu mundo, o meu espaço, os meus problemas.
O lema do blog é que ser gay não se resume a textos tristes, mas... O blog pertence à Cecília, e Cecília anda triste, então; Desculpem-me. O problema aqui não é ser gay, o problema é ser Cecília.  

domingo, 19 de setembro de 2010

Antigos e impessoais

Não acho mais conveniente contar a minha história aqui. Então... Hoje vou mostrar um texto antigo (e impessoal) meu.


A música não falava nada sobre nós, pelo contrário! Sabia eu que no meu quarto ou em qualquer canto apertado, éramos bons.
Mas, ela usou um velho artificio. A música pretexto, provocadora, desafiadora! A cena não durou mais que dois minutos, para a minha insatisfação misturada com loucura e desejo, ela nem se quer acabou o refrão.
Paredes tremeram, minto. Eram as minhas pernas. Tremor que subiu até sair pela boca um "É?". Eu sabia que a Lily Allen estava errada, faço o melhor que posso e com ela nunca havia sido diferente!
Mas, sentir uma parede pressionando as suas costas, com ela segurando com tanta força que suas veias ganharam alto relevo, sussurrando ao pé do meu ouvido "It's not fair
and I think you're really mean", com a voz mais sexy que já chegou ao meu cérebro.
Nada, nada além de um êxtase. Menina louca, você sabe o quanto eu te faço bem, o que você fez é que não é justo! Ainda preciso te provar algo?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Para a intimidade chegar

Boa noite, Ladies!

Nada melhor do que a minha história para uma melhor aproximação entre nós. Enquanto eu poderia me privar e criar apenas um amigo contando essa história, fico feliz por contá-la a vocês.

Peço desculpas às pessoas infelizes na vida amorosa por opção ou por falta de oportunidades, misturada com fracasso e uma pitada de pessoas não adequadas para relacionamentos (eu fui uma dessas). Mas, a postagem de hoje vai ser sobre o meu namoro. Até agora: feliz e estável namoro. E felizmente, não pretendo que isso mude. Sim, estável. Essa palavra parece bem complicada para algumas meninas coloridas e... Deixemos isso para outra postagem.

Bem, a minha atual namorada era namorada da minha melhor amiga lésbica, que com seus motivos “virou hétero”. Só que essa amiga, soube do nosso envolvimento, mas não se posicionou contra, então... Ela não vai influenciar muito na historia, tirando o fato de eu saber como minha namorada era com ela etc.

“Nomes aos bois”: minha namorada se chama Bells (apelido de gente descolada, odeio ele). Enfim, foi no velho Orkut que Isabela me mandou um recado, a partir daí conversamos amigavelmente, pelo menos da minha parte. Jogamos Gartic, adicionamos uma à outra no MSN e... “Você já viu Avatar?” “Todo mundo viu, menos eu...” ”Pois é, também não vi. Quer ver?” “É, pode ser.”

Ladies, eu me encontrava em plena crise amorosa com uma hétero, ela gostava ainda da minha amiga. Porém, saímos. Não sei quem estava mais sem jeito, quase nenhuma palavra, nenhuma troca de olhares. Definitivamente, era um dos meus piores encontros. Só que quando se esta sozinha em casa em plena quarta-feira de cinzas, tudo é válido.

Durante o filme, eu mandei uma SMS para ela: “Tenho um Pokémon dentro de uma pokebola, fica comigo ou não rola?”. A sem noção não valou nada! Pegamos na Mao e não passou disso. Desde então, eu tinha sossegado, falado o mínimo com ela e voltado ao meu conturbado relacionamento com a “hétero”. Ela, começou a namorar um menino (menino esse que nós encontramos no shopping na nossa primeira saída). Cada qual no seu lugar.

O tempo passou, acho que cerca de dois meses... Meu relacionamento politicamente incorreto acabou de vez, coloquei solteiro no Orkut e advinha? Um recado de Isabela, falando que eu estava sumida, (detalhe, tínhamos nos encontrado a duas semanas atrás)! Ok, eu entendi as intenções dessa vez, e queria realmente ficar com ela. FICAR. Até porque, ela não passava de uma menina moderninha que deveria ter um milhão de moderninhas atrás dela.

Pela segunda vez, saímos. E eu fiquei sem entender nada. Ela simplesmente levou os amigos héteros para ver filme com a gente. Só que ela me fez um convite... Chamou-me parar ir a um show com ela e outra amiga no mesmo dia, a noite. Eu fui. Tributo a legião urbana. Fora Eduardo e Monica, eu não sabia nenhuma. O que não fazemos para ficar com uma mulher.

Finalmente, ficamos. Com o ex-namorado dela lá. Foi tenso, mas... Querendo ou não, mesmo com apenas um dia sendo ex-namorado, ele era ex. E... Eu continuo amanhã! Preciso estudar, dormir e passar no vestibular. Caso eu não faça isso, Belinha me mata!


Até amanhã, com a continuação.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sou passiva, meu amor


Ladies and Gentlemen!

Desculpem-me pela ausência ontem no blog, mas a minha dor de cabeça por falta dos meus óculos é um bom motivo para me manter algumas horas longe do computador. Entretanto... O assunto de hoje é um pouco complicado para algumas pessoas, não para mim.

Falarei sobre passividade. Digo tema complicado porque as meninas tratam isso como uma condição de ser inferior. Ou, a maioria delas tem vergonha de dizer que são passiva, outras passam da vergonha e se negam a ser.  Porém, ser passiva para mim não é nenhum, nenhum problema mesmo!

Não fui sempre passiva, fui do grupo das participativas, mas já estive “em cima” várias vezes, talvez a maior parte da minha vida sexual, só que agora as coisas mudaram um pouco, e confesso... Se soubesse que era tão bom ficar mais tempo “embaixo”, já teria aderido a posição há muito tempo e fugido muitas quartas da aula para ter os melhores orgasmos do mundo.

O que eu não entendo, é como as meninas se privam de sensações maravilhosas por um tabu sem graça que distingue papeis sexuais como superiores ou inferiores. É ótimo ver o quando uma mulher se esforça para que você atinja o orgasmo, e isso é muito admirável (como prometido, isso será outro postagem).

Várias amigas negam a passividade... Uma delas chegou até a gritar com a sua namorada porque uma me contou que a outra era passiva. Mas gente, que mundo é esse? Que mundo gay é esse? Ser passiva ou ativa é uma diversidade, e prazer existe nos dois lados. O que não entra na minha cabeça é o que faz a escolha de um ou outro ser a melhor (menos as que têm suas habilidades distintas).

Ser passiva é ser mulherzinha? Ativas soberanas, provem um orgasmo provocado pela sua parceira (porque orgasmo tocado por você, é controlável) , ou melhor, os segundos antes dele, daí vocês saberão o que é agüentar tão sensação e ser uma mulher muito forte.

Então, fica aqui a minha indignação com esse preconceito precário, que existe dentro de tantos outros preconceitos. As passivas: Deixo o meu voto para que elas não se envergonhem. As ativas: Sugiro que provem o outro lado da cama e as participativas, digo: Aproveitem!


Mais uma vez, qualquer coisa: mollysmiles44@gmail.com

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pedidos

Boa noite! Como primeiro pedido de assunto para esse texto foi "O porquê das mulheres estarem tão promíscuas e desleais com as suas companheiras", eu atenderei o que foi sugerido, porém quero deixar claro que não é um tema com um papel significativo na minha vida. Sempre fui do grupinho das que namoram e pretender casar. Mas, claro que tive fases de desapego, onde não queria saber de ninguém e quantidade representava bem mais do que qualidade, lealdade e infelizmente, mais que amor.
Não posso generalizar e falar que as lésbicas andam safadas, soltas e devassas, existe ainda uma linha que separa a condição de ser mulher e gostar de mulher, e não querer ser mulher, não tratar as mulheres como verdadeiras mulheres. Não falo das andrógenas, das pessoas que nascem nos corpos errados. Falo das meninas que perderam a consciência que namorar uma mulher requer muito mais recursos do que fazer o papel que qualquer homem faria.
Ser mulher vai bem mais além do que usar vestidos e perfumes adocicados. O que não entendo, é que como essas meninas conseguem ainda ter gente atrás delas, acho que no final, tudo se resume a momento e diversão, entretanto, sei que no fundo, como toda mulher que são instintivamente, querem casar.
Então, sugiro que não me venham com desculpas de que homens são galinhas e por isso você optou por ser gay. Mentira! Existem sapas bem, mais bem piores que os homens, que te fará sofrer por meses, anos, séculos! (Ok, exagero de mulher.)
O que falta nessas pessoas, é a certeza de que aquilo é um momento, de que quando você tiver 40 anos, você não pode mais viver daquele jeito e que amor firme na vida é fundamental. Enquanto essa certeza não for estabelecida, teremos e pior, as pessoas preconceituosas terão essa imagem do mundo gay. Salvo os meus motivos de felicidades, como Adriana Calcanhotto e a filha do Vinícius, entre tanto outros exemplos de relacionamentos firmes e que dão orgulho. 


Queria dizer obrigada aos seguidores, a Minha Vida, as leitoras e dizer que qualquer problema, ou qualquer coisa, podem mandar um e-mail para: mollysmiles44@gmail.com. Obrigada.

domingo, 12 de setembro de 2010

Quando vem da sua mãe... Não é tão fácil responder!

Boa noite, flores!

   O assunto de hoje não foi difícil de escolher. Depois de um dia em família com a namorada, não tem como falar de outra coisa. Sim, eu sou assumida em casa, e na rua, diríamos que... As pessoas sabem. Outro dia eu explico o que é "as pessoas sabem".
   Bem, pela primeira vez a minha namorada veio aqui em casa com a minha mão presente, mas ela chegou um pouco antes, claro! Então, a minha mãe chegou e ficamos vendo filme, nós 3. Foi bem confortável e estranho. Nunca imaginei, que estaríamos juntas, vendo filme e na minha casa! Porém, aconteceu. E que seja a primeira vez de muitas.
    Dona S. já sabia da minha opção sexual a meses, e durante esse período, tive 2 namoradas, mas uma ela sabia que eu namorava (entrentando ela não a conhecia), a outra ela não chegou a saber. Só que, agora eu estou na terceira (desde que D.S. soube). Dessa vez, eu contei desde o primeiro encontro até o pedido de namoro. Como sempre fui muito amiga da minha mãe, as coisas fluíram... Só que hoje, depois que a minha namorada foi embora, veio uma pergunta que... Inverteu os papéis. Dessa vez, eu que não estava preparada para responder. Minha mãe, ao contrario, estava esperando uma resposta positiva. Estávamos na cozinha e ela perguntou: "Minha filha, você já transou?", fiquei no mínimo branca! E não tive coragem para responder a verdade. Enrolei, falei que não.  Acho que no fundo, ela sabia que eu estava mentindo. A minha cara de satisfeita (e como), quando ela chegou em casa foi impossível de esconder, esconder que o prazer que sentimos com outra menina é algo Tão... Tão especial e admirável. Prefiro explicar o admirável outro dia.
   Então, ficaremos por aqui hoje. Eu tentando me recuperar de tal pergunta, e vocês.. Vocês, espero eu, que continuem aqui!


Boa noite, até.

sábado, 11 de setembro de 2010

Primeira de Muitas




Que eu seja bem-vinda!


Pois bem, apresentações, não? Cecília, futuras leitoras, prazer!
Acabei de deixar meu antigo blog, que falava sobre comida, sim... Eu sou gay e gorda. Mas, deixaremos isso para outra postagem. Resumiremos a de hoje nas apresentações.
Primeiramente, mudar o tipo de blog foi uma coisa que eu pensava a tempos, e... Só agora, só quando eu tomei plena noção de que escrever limitadamente, sem mostrar mais uma coisa minha, era mais cruel do que eu imaginava. Então, enfim... Um blog com a principal temática, a mais verdadeira reviravolta da minha vida: Ser gay. Acho que no final de tudo, essa foi a melhor coisa que poderia me acontecer. Mesmo com os conflitos, paradoxos e principalmente, com a felicidade.
"Segundamente", a explicação para o nome do blog. Molly Smile's é uma música, presente no filme "Grande Menina Pequena Mulher". Esse filme, foi a primeira recomendação da minha primeira amiga lésbica. Não tem nada relacionado a homossexualidade, mas mexeu comigo mais do que "Meu Último Amor de Verão", pois não sejamos cegas, aquele filme não é muito real.
"Terceiramente", pretendo falar sobre assuntos em geral poiss er gay não se resume ao sofrimento da aceitação, ou ao sentimento de exclusão. Ser gay vai além de... Além de tudo! E assunto não faltará!

Então, espero que as visitas apareçam, porque escrever só para mim e para pessoas que não me entende, é um tanto complicado.