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domingo, 31 de outubro de 2010

"Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor."

Ladies, boa noite!

Depois de uma semana com o blog fechado, e tantos acontecimentos bons e ruins. Volto, com bem mais vontade de tudo! Volto com samba, com amor, com sede, com paixão, com tudo que esse blog e eu precisamos.

Não tem como não começar falando que a dona disso aqui é uma moça solteira. É bem estranha essa palavra depois de tantos meses sem utilizá-la a não ser pra fazer referencia a alguém, é bem estranho também ficar solteira depois de tanto tempo. Ok, existem casamentos de vinte anos que as pessoas ficam solteiras depois. Enfim, dor é um sentimento egoísta e eu não estou aqui pra avaliar a de vocês, nem vocês a minha.

Eu realmente quero desabafar aqui. Como as mil declarações aqui feitas, dessa vez vai ser um pouco diferente. Sabe quando  chega no final do dia e sente: “valeu a pena!”. Valeu sim, valeu muito. E depois do dia de hoje, parecia impossível vir aqui e escrever tudo isso com um sorriso de quem espera muito mais desse mundo, e que, baby, amor vai além de tanta coisa e são tantos.

Depois de tanto pedir pelo amor de alguém, você torna pra si e pensa que simplesmente não é daquele jeito. Que você não pode obrigar ninguém a viver essa vida louca com você, que ninguém tem obrigação, que todos nós temos escolhas. E que principalmente, você não nasceu pra pedir amor de ninguém, e que novamente, esse mundo tem amor demais pra você, pra mim, pra gente!

Eu tenho a sensação que virão amores boêmios, que o samba vai tomar conta de tudo, que vai ser tudo tão bossa nova, que a vida tem tanto pra me dar e que eu só  vou ser boa assim, porque as coisas acontecem. 
Tristes, rápidas ou não. Mas acontecem.

E claro, eu não poderia deixar de falar dos meus amigos! E das perguntas idiotas, e das dicas! “Fica com a ex, porr. Já tá tudo fodido mesmo!” Mas isso não foi o que me chamou mais atenção. O que chamou mais atenção foi: “Você ainda vai namorar?”

Se eu vou namorar? Claro! Eu não tenho medo do amor, Caio falou que eu não posso ter medo do que é bonito!

domingo, 24 de outubro de 2010

Com todo amor, acaba aqui(.)






"Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la."

Caio Fernando Abreu

Preferências

Roupa: Camisa xadrez azul, camisa cinza com a estampa da caveira, calça jeans (qualquer uma), all star vermelho;

Cabelo: Solto e com a franja para o lado;

Música: Astronauta - Gabriel O Pensador;  

Frase: "São tempos difíceis para os sonhadores." (O Fabuloso Destino de Amélia Poulain).

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Caio F.

"Porque o amor, como a morte, também existe — e da mesma forma dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte — pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) — nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade."

(Memória de Lílian, In.: Pequenas Epifanias)

domingo, 17 de outubro de 2010

Um pouco de intimidade não faz mal a ninguém

 Love is in the air!









Isabela (não estou) diz (20:50):
*deixa, eu falo então
*preciso te dizer
*que você é a mulher da minha vida
*que quando eu digo isso nunca é da boca pra fora
*porque eu nunca senti nada do que eu sinto por você antes
*não chegou nem perto
*você me faz ser uma pessoa melhor
*me faz amar você a cada dia mais
Isabela (não estou) diz (20:51):
*não tem sequer um dia em que eu acorde e não esteja pensando em você
*a mesma coisa na hora de dormir
*e
*eu quero você ficar com você pra sempre
*quero construir algo (mais) sólido contigo
*porque acho que as coisas que eu penso em fazer no futuro hoje
Isabela (não estou) diz (20:52):
*só existem porque eu tô com você
*porque você me faz querer sempre mais contigo
*e
*eu te amo, menina
cecília diz (20:56):
*enfim
*uma musica que eu possa me declarar
*na verdade, eu não preciso de musica nenhuma pra me inspirar
*e escrever o quanto eu te amo, gosto de você
*ou o quanto você me faz bem
cecília diz (20:57):
*mas é sempre bom ter uma ajuda dos grandes.
*seja Dinho, Caio F., Neruda, Tom, Vinicius...
cecília diz (20:58):
*seja qualquer um dos que eu usei as palavras, eles não passam de ajuda
*porque inspiração só pode ser você
*não só pode
*mas tem que ser você
*tem que ser o meu amor
*tem que ser a mulher que eu quero continuar
*e pela milésima vez
*mesmo com namoros longos, namoros sérios
cecília diz (20:59):
*você consegue superar tudo
*e isso me deixa muito feliz
*às vezes, isso não acontece
*eu não posso exigir isso de você, você é você
*mas a gente já conversou sobre isso
*calma*
*xxt não dá!
Isabela (não estou) diz (20:59):
*xxt?
cecília diz (21:00):
*começou a tocar xxt
*enfim..
Isabela (não estou) diz (21:00):
*ah
cecília diz (21:00):
*então..
*você é você, e na verdade, sou muito feliz por você ser você
*e não mudar, mesmo com as minhas reclamações
*e sabe
*a cada dez casais com bebês que eu vejo
cecília diz (21:01):
*em 11 eu imagino a nossa família
*eu, você.. o bebê.
*e caramba, mo
*em menos de seis meses
*eu to aqui, louca por você
*louca pra formar uma família com você
cecília diz (21:02):
*louca pra falar: é, nós somos um casal, nós temos a nossa casa, o nosso bebe e a nossa vida
*tudo nosso
*porque a gente vai fazer tudo juntas
*e se em menos de seis meses tudo isso foi planejado, os anos que vão vir, só servirão para concretizar tudo isso
*e
*eu te amo, minha vida
cecília diz (21:03):
*(e eu to chorando, não sou de ferro)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sem problemas, senhores!


Drinks on me, maddemoiselles!

Após a minha rodada de drinks, venho falar sobre o ódio que algumas meninas acabam gerando dos meninos e que os meninos por sua vez também criam de nós.

Oh, se eles soubessem o quão complicado é uma lésbica seja ela masculina, feminina, neutra; ele não ousaria reclamar que nós “roubamos” as mulheres deles. E na verdade, até agradeceriam a gente!

Quanto as meninas, ainda bem que os meninos existem para limpar as meninas que realmente só se interessam por carros e dinheiro. Não falo que nos livramos de tais aproveitadoras, mas boa parte delas com certeza estão com os homens!

É uma troca quase perfeita, porém ambas as partes dificilmente reconhecem essa ajuda. E isso acaba gerando um preconceito, e posso afirmar: tanto dos meninos, quanto de algumas sapas.

E, queria muito dizer aos homens, que o meu problema não é com eles! Estou cansada de ouvir comentários do tipo: “é que você nunca ficou com um homem de verdade!”. Ok, e até os meus 14 anos TODOS os garotos que fiquei eram gays? Não! Eles eram heterossexuais. O que não me agradava, nem agrada é o cheiro do homem, o jeito e outras coisas que passaria dias citando. Citando o que faz parte de um relacionamento amoroso, porque em uma amizade, os homens são fundamentais na minha vida.

Então, que fique claro. Nosso problema não envolve o sexo oposto, a figura masculina. A nossa solução, é que gostamos das cheirosas, com peles macias e complicadas mulheres!



Twitter: @mollysmiles44
Forms: http://www.formspring.me/mollysmiles44

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Final de semana

Mademoiselles!

Bom dia, e quanto tempo, não? Pois bem, se ando ausente, confesso que às vezes é por querer. Mas, a maioria delas é por falta de tempo mesmo... E é incalculável o prejuízo que a falta de tempo ocasiona na minha pessoa. Porém, não se tem muito que fazer quando a vida é assim e a gente não tem idade suficiente para radicalizar tudo.

Idade suficiente para radicalizar tudo, realmente não tenho. Entretanto, idade para inventar mentirinhas e passar um final de semana inteiro com a namorada é mais do que normal aos quase 18 anos. E ainda mais quando a sua mãe pensa (às vezes) que você é um bebê.

Perdão, mas eu não tenho como não tratar de outro assunto que não seja o meu final de semana. É bem difícil querer falar disso, e ao mesmo tempo, faltar palavras. Palavras não são as únicas coisas que faltam. Ou que faltaram. Tipo: Fôlego. É preciso ter muito fôlego para aguentar tantas coisas... Coisas boas e intensas. E como eu já falei aqui, para a maioria das pessoas eu e minha namorada combinamos pelo nosso jeito espontâneo e engraçado de ser.

E novamente, as pessoas nem imaginam o quão intensa é a nossa relação, e melhor: O quão é sólida. Solidez é perceptível a partir do momento em que você consegue distinguir o que vai ser fundamental para a evolução do casal. Como por exemplo, o simples complexo ato de evitar brigas desnecessárias.  Brigas que podem ser resolvidas com um beijo, ou com sexo.

Assim como essa solidez é admirável, o que é mais admirável e estranho disso, é que você não imagina que isso vai vir junto com uma pessoa extrovertida, e ainda mais, com uma pessoa que você nunca imaginava namorar. É o destino nos pegando de surpresa e nos ensinando que para ser feliz é preciso pouco. 

Mesmo com os bilhões lugares que se tem para sair, com os outros milhares de restaurantes que se tem, mesmo com as dezenas de shoppings; casa continua sendo o lugar perfeito para um jantar, para o sexo, para o beijo, para amar.

Enfim, ladies. Ótimo feriado para vocês, e que a falta de tempo não me faça sumir assim novamente. Nem o meu querer. E para finalizar, uma citação que eu adorei: "Tenho 3 vidas. 1- A minha; 2- A que os outros inventam; 3-  A que minha mãe acha que eu tenho."

(Continuo tendo uma relação ótima com mamãe, mas tem certas coisas que ela realmente não precisa saber.)

sábado, 2 de outubro de 2010

O enssencial faz muita falta


Eu sinto muita falta do tempo que as lésbicas eram conhecidas por gostarem de boas musicas, escreverem bons texto e serem artistas, pessoas, mulheres brilhantes!

E mesmo com a definição de sempre: meninas masculinas ou femininas, o essencial bom gosto das mulheres sempre ressaltava seja qual for a roupa que elas usavam, ou o carro que dirigiam, porque o que chamava atenção não eram calças coloridas, nikes sb, nem óculos maiores que a cara e cheios de cores! O que chamava atenção era a atitude, o som que rolava no carro, a cerveja importada e principalmente os bilhetes, os presentes e as juras de amor.

Não digo que não existem mais meninas assim, existem, principalmente para mim. Tenho uma enorme preferência por elas. Acho que no final, as meninas como eu acabam procurando mulheres mais velhas por gostarem disso; e em larga escala, só as mais velhas possuem isso.

Até que tem umas da minha idade que ainda valorizam esse lado antigo. Não falo das novas cults, que compram filmes antigos – e não entendem nada, ou passam um ano para entender -, ou das que postam milhares de fotos da galera antiga no Orkut, entre outras façanhas.

Precisamos, definitivamente, de mulheres. MULHERES, com todas as suas qualidades e complicações.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Carta anônima - Caio Fernado Abreu


"Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. Parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. Durmo cedo, nunca quebra.
Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus. (A teus pés, lembro.). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma parada, alguma esquina. Nunca vejo você - seria, seriam? Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.
Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.
Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade, um beijo."

E não, eu não tinha texto melhor para hoje. E não, eu não tenho amor melhor que esse nosso.